Três lições que as sementes crioulas podem nos ensinar sobre as crises climáticas
- GEPAD

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Jornal: Le Monde Diplomatique Brasil
Data de publicação: 08 de junho de 2026
Seção: Online
Equipe GEPAD:
Alícia Ganzo Galarça - Cientista social (UFRGS) com especialização em Agroecologia (IFRS). Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento (GEPAD) e é representante do INCRA na Comissão de Produção Orgânica do Rio Grande do Sul (CPOrg-RS). É Analista em Desenvolvimento e Reforma Agrária (INCRA), mãe, pesquisadora e tem uma trajetória junto de agricultores ecologistas e guardiões de sementes no Rio Grande do Sul.
“Sementes crioulas, sementes da paixão, sementes comuns, heritage ou heirloom seeds, nomes diferentes para a mesma coisa: as sementes que são cultivadas por gerações, adaptadas ao ambiente que se encontram, com grande diversidade genética. São rústicas, antigas, patrimônio da humanidade, resultado de séculos de trabalho camponês e indígena. Essas sementes só estão aqui hoje porque alguém as plantou todos os anos e as compartilhou, passou adiante. Em geral, elas são armazenadas nas casas das famílias que as cultivam ou em bancos de sementes comunitários. Além destes, também são armazenadas em bancos de germoplasma nacionais e internacionais, de maneira institucionalizada, com recurso financeiro e pesquisa científica. Antigamente, toda agricultora era guardiã de sementes. Hoje, essa figura é rarefeita e cada vez mais importante para o nosso futuro. Esse artigo discute alguns pontos importantes sobre sementes crioulas, nosso sistema alimentar e a adaptação à crise climática".




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